Glossário · Dados Públicos

TSE Explorer: Como Acessar os Dados Eleitorais Oficiais

O TSE disponibiliza publicamente os dados eleitorais brasileiros através de duas ferramentas principais: o Portal de Dados Abertos (downloads em CSV/JSON) e o DivulgaCand (consulta interativa). Cobrem candidaturas, resultados por seção, prestação de contas, bens declarados e patrimônio dos candidatos. Não inclui visualização cartográfica nem cruzamento com IBGE.

📅 Atualizado em 28 abr 2026 ⏱ 5 min de leitura 📂 Dados Públicos

O que o TSE disponibiliza publicamente

Por força da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011), o Tribunal Superior Eleitoral mantém abertos os dados das eleições brasileiras desde 1994. Em 2026, o acervo cobre:

As 3 ferramentas oficiais

1. Portal de Dados Abertos do TSE

Acesso: dadosabertos.tse.jus.br. É o repositório técnico: arquivos em CSV, JSON, ZIP, organizados por ano e tipo de eleição. Para análise séria, é a fonte primária — mas exige conhecimento técnico para processar (alguns arquivos passam de 5GB).

2. DivulgaCand

Acesso: divulgacandcontas.tse.jus.br. Interface web interativa para consulta candidato a candidato. Útil para verificações pontuais (quem é fulano de tal, quanto declarou, com quem coligou). Não permite download em massa nem cruzamentos.

3. TSE Explorer (relatórios e estatísticas)

Acesso: www.tse.jus.br/eleicoes/estatisticas. Painéis com números agregados de eleições passadas (eleitorado, candidaturas, resultados). Útil para citação rápida em matérias e relatórios — sem dado granular por seção.

O que o TSE NÃO disponibiliza

Apesar da abertura ampla, há informações que o TSE não publica por proteção de dados:

Como usar os dados na prática

Para análise eleitoral profissional, o fluxo típico é:

  1. Baixar o ZIP da eleição alvo no Portal de Dados Abertos
  2. Carregar em banco de dados (PostgreSQL é padrão entre cientistas políticos brasileiros)
  3. Cruzar com base de geolocalização das seções (CEP, lat/long)
  4. Cruzar com dados socioeconômicos (Censo IBGE 2022 por setor censitário)
  5. Visualizar em ferramenta GIS ou plataforma especializada

Esse trabalho leva dias ou semanas para ser feito do zero. Plataformas que pré-processam o pipeline entregam o resultado em segundos — a Vottus, por exemplo, mantém 215 milhões de registros eleitorais indexados e cruzados com IBGE em base de 83GB.

Importante saber

Os dados do TSE são oficiais e auditados, mas a interpretação depende de método. Mesmos números podem produzir conclusões opostas dependendo do recorte (por seção vs por bairro, por percentual vs por absoluto, comparado a 2022 vs 2018). Use sempre múltiplos recortes antes de tirar conclusões.

Perguntas frequentes

É legal usar dados do TSE para análise eleitoral?

Sim. Os dados disponibilizados pelo TSE são públicos por força da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) e podem ser usados para análise política, jornalística, acadêmica e estratégica de campanhas. O sigilo aplica-se ao voto individual, nunca aos resultados agregados.

Como baixar resultados de votação por seção?

No Portal de Dados Abertos do TSE (dadosabertos.tse.jus.br), seção 'Resultados', escolha a eleição (ano + cargo), faça download do ZIP. Os arquivos vêm em CSV, geralmente um por estado, com colunas: ANO_ELEICAO, NUM_TURNO, SG_UF, NM_MUNICIPIO, NR_ZONA, NR_SECAO, NR_VOTAVEL, NM_VOTAVEL, QT_VOTOS.

O DivulgaCand mostra dados ao vivo durante a apuração?

Sim, durante a apuração das eleições, o portal DivulgaCand é a fonte oficial em tempo real dos resultados parciais e finais por urna, seção, zona e município. Após o encerramento, os dados consolidados ficam disponíveis permanentemente no Portal de Dados Abertos.

Quanto tempo demora para processar dados do TSE?

Depende da escala. Análise de uma cidade média (até 200 mil eleitores) pode levar algumas horas em ferramenta amadora. Análise de um estado inteiro com cruzamento de dados socioeconômicos pode tomar dias ou semanas se feita do zero. Plataformas especializadas pré-processam o pipeline e entregam consultas em segundos.

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